25 de fev de 2011

Peixes raros são identificados no canal de Itaipu

SÃO PAULO - Espécies raras de peixes estão sendo identificadas por técnicos da Itaipu Binacional no Canal da Piracema. No último levantamento, concluído na semana passada, foram identificadas várias delas, como a tabarana, também conhecida como dourado branco. Outras duas foram avistadas pela primeira vez no canal: uma espécie de tuvira e outra de cascudinho.

- Se estão aparecendo, é porque estão se reproduzindo. E são peixes juvenis. Isso indica que as condições de reprodução, tanto no canal como na região do Rio Paraná e de seus tributários, são cada vez mais favoráveis - explica o engenheiro agrônomo André Luiz Watanabe, um dos responsáveis pelo trabalho, em nota divulgada pela Itaipu Binacional.

A tabarana, assim como o piracanjuba – que aparece no canal há mais tempo –, constam na lista vermelha de animais em risco de extinção da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês).

As novas espécies apareceram ao lado de outras comuns no canal, como o dourado, a piapara, a corvina e o peixe-cachorro.


O médico veterinário Domingo Fernandez afirma que, em oito anos, perto de 170 espécies já foram identificadas no canal. O número representa quase 90% de todas as 190 identificadas na região.

- O canal atrai todas as espécies migradoras da região e várias não migradoras, como a própria tuvira e o cascudinho - conta.

Para o consultor do projeto, José Pezzi, doutor em Zoologia pela PUC-RS, o surgimento de novas espécies reflete a condição única dos rios da América do Sul e América Central, que concentram a maior variedade de peixes de água doce do mundo. Somente as espécies conhecidas somam mais de cinco mil.

O monitoramento, com levantamento de espécies e pesca científica, começou em 2004, apenas dois anos após a criação do sistema de transposição de peixes. O objetivo é avaliar a biodiversidade no canal, que tem 10,3 km de extensão.


O trabalho é feito quatro vezes por ano, três delas no período da piracema, que vai de outubro a fevereiro.

Durante quatro dias seguidos, e a cada seis horas, os técnicos da Itaipu recolhem os peixes em diferentes pontos do canal. Neste último trabalho, foram recolhidos cerca de 700 exemplares, de diferentes pesos e tamanhos.

Os mais resistentes são medidos, pesados e recebem uma tira plástica, com informações e a identificação do peixe. Depois, são soltos no canal. Se for recapturado, os técnicos poderão saber quanto o peixe cresceu e qual distância percorreu no período.

Fonte

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...