27 de jan de 2011

Pescando o "Pequeno Gigante"

Inicialmente os planos para o dia era seguir em busca de grandes redondos e também dar alguns "pinchos " atrás de predadores em PP.

Porém os planos tiveram que ser adiados, haveria entrega de equipamentos de pesca na parte da manhã, logo o tempo de pesca seria muito pequeno a ponto de não compensar o deslocamento para algum PP para fora da cidade.

Por fim conversa vai e conversa vem, ficou decidido ir para algum local de mato para realizar uma pescaria.
Alguns rumores de amigos,  sobre alguns tanques aqui da região que estavam bem produtivos para a pesca do "pequeno gigante" o famoso lambari.

Este tipo de pescaria é aquela onde o peixe é um mero coadjuvante, onde o ponto principal é relaxar, aproveitar o momento.

Devo ser sincero que uma das coisas que mais me atraí na pesca não é simplesmente chegar no local e pescar, mas a antecedência, sentar e começar a escolher os equipamentos, planejar por que levar ou não um determinado equipamento, acessório e etc.

Neste tipo de pesca mesmo que relativamente "simples", não pode ser diferente, as 4 da manhã acordado, é hora de começar a preparar as coisas e estudar as estrtégias.

Sem grandes segredos, é só separar o necessário para evitar carregar peso a toa.
Material bem leve, um conjunto de molinete UL ( que por fim nem utilizei) varas telescópicas 99% de carbono, uma verdadeira pena, linhas 0,15, anzóis( cristal, mosquitinho etc), miçangas, uma ou outra lâmina e etc.






Tudo separado, é só colocar na bolsa, e ir rumo ao local de pesca.
Uma "curiosidade" hoje em dia os cestos de peixe ou são feitos em fios de naylon, ou em arame, este da foto é feito de taquara, uma raridade hoje em dia, era muito utilizado antigamente, ao meu ver muito superior aos de nylon, sem contar que é uma beleza tanto para manter os peixes vivos, como para andar com ele utilizando a "bandoleira" para pescar na água.






O local é perto de casa uns 25 minutos no máximo devido a um trecho de estrada de terra.

Apesar de todos os compromissos tenho a chance e a felicidade de várias vezes estar acompanhado da família nestes tipos de incursão, visto que todos praticam diversas atividades pelo mato, e esta tradição passa de vô para pai, pai para filho e assim em diante.






No caminho uma casa antiga abandonada, gosto muito destas construções antigas, tanto pela história das colônias, como pela "solidez" das construções.






No caminho já é possivel ver o tanque. O qual infelizmente já se encontra sem mata a seu arredor






O tanque inteiro é rodeado por birim, muitos devem-se perguntar por quê não levei nenhum conjunto de pincho para tentar algumas traíras.

No local "impossível" pinchar sem um caiaque/ barco e esta não era  intenção do dia , o local tem algumas partes limpas para se pescar, do resto é tudo fechado, considero o risco de acidentes com cobras, aranhas muito grande neste local, não tem como arriscar.

Nas fotos é possível ver como é a borda do tanque.






De outro ângulo.






A quantidade de lambari era muito grande, sem esquecer das saicangas, difícil encontrar lugares assim ainda mais nesta região onde infelizmente, redes e tarrafas roda solto nestes tanques, tanto que enquanto pescávamos, um pessoal adentrava o tanque para armar rede, uma atitude lamentável.

Saicanga.





Lambari.






Entre um peixe e outro acontece algo que nem todos tem a oportunidade de presenciar, de vez em quando nestes tanques temos a companhia de diferentes animais, hoje mais uma vez tive a felicidade de uma borboleta fazer "amizade".

Indo de tempos em tempos ou para a mão de meu pai, ou para a minha, abaixo as fotos.












Algumas capturas separadas para consumo.







Ao final do dia posso dizer que estou mais do que satisfeito,apenas na tranquilidade, para relaxar e aproveitar o momento na companhia da família.

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