24 de jan de 2011

Pesca à Inglesa



Esta técnica de pesca possuí características bem interessantes, e de bastante produtividade.

Algumas técnicas parecidas são muito utilizadas pelos pescadores no Brasil, muitas vezes com varas mais curtas, porem a grande maioria não sabe a origem da técnica de pesca nem como funciona.

A técnica da Pesca à Inglesa tem como origem as ilhas Britânicas, como muitas coisas, esta técnica surgiu da necessidade dos pescadores ultrapassarem algumas dificuldades.
Tais dificuldades por exemplo devido ao clima mais ventoso e chuvoso do que em outras partes da Europa

Nesta modalidade o pescador pode utilizar basicamente dois sistemas diferentes.

Utilizando boia e um nó de correr(exemplificado mais abaixo), o pescador pode colocar a isca em diferentes profundidades( ou mesmo com um auxilio de um chumbo antes da boia), já em algumas outras pode-se utilizar a boia fixa.

A utilização de um dos dois sistemas depende da profundidade da água, ou simplesmente por escolha do pescador:

O equipamento utilizado é bem característico, por isso todos os detalhes devem ser levados em consideração.

Varas:

As varas utilizadas nesta técnica, devem ter comprimento entre 3,90~4,20, normalmente constituídas de 3 partes, A ação normalmente fica em torno da moderada, dependendo também da opção do pescador.
Com resistência de acordo com a necessidade da pesca e que tenham um casting de pelo menos 30g

Muito utilizado aqui no Brasil as famosas varas robaleiras.






Molinetes:



São utilizados molinetes com recolhimento rápido, com carreteis cônicos.

Estes devem contar com uma capacidade de 200 ~ 250 m de linha, também é interessante carreteis reservas, para linhas de bitolas diferentes.







Linhas:

Talvez a principal característica da linha é que esta afunde com facilidade, por isso podemos descartar as multifilamentos, sobrando as monos.

Originalmente era utilizada com bitolas de 0,12~0,14 dependendo da profundidade e porte dos peixes, mas isso pode variar de local para local.

Existem linhas desenvolvidas para este tipo de pesca.






Agora vem como os americanos chama "terminal tackle" ou seja as "tralhas terminais" boias, anzóis etc.

Nesta técnica é muito importante observar estes acessórios.






Boias:

Existe uma gama muito, mais muito grande de boias, seja ela do material que for feito, os formatos característicos não são simples capricho, mas sim técnica para diferente situações de pesca.

As do tipo "waggler" (insert e straight) ou a com flyer para águas pouco profundas e a curta distância;

A "bodied" ou "onion" com "flyer" e a "swinger" para maiores distâncias, maior profundidade e vento moderado;

A "stick" para águas com corrente mas estáveis;

A "avon" para águas muito alteradas pelo vento ou de correntes mais fortes.






Chumbos:

Um dos fatores importantes neste tipo de técnica é que os chumbos e a isca vai "balancear" a boia.

Portanto é fundamento chumbos de diversos tamanhos, e também que apresentem facilidade de troca, é muito famosa a utilização de chumbos de apertar.

Porem meu conselho, é muito mais cômodo a montagem de "chicotes" para tipos diferentes de iscas, boias etc, assim na troca é só mudar o chicote, sendo necessário só um nó para utilizar outro, ou micro-snap.
(Mais a baixo há uma tabela com relações de chumbos e seus pesos)

Anzóis:

Os anzóis mais indicados são os de haste não muito longa, para melhorar a sensibilidade, alem de aço fino e bem afiado.

Anzóis do tipo "cristal"  são boas pedidas.


Montagem:

Esta técnica de pesca, apresenta basicamente dois sistemas distintos, onde a sua utilização vai depender da profundidade do local de pesca, ou simplesmente por escolha do pescador.

-> Com boia fixa
-> Com boia de correr ( slider)

Pesca com boias fixa:






Pesca com boias de correr:





Relação dos chumbos -> Peso x Numeração





Nó de correr:
Uma dica muito boa é utilizar entre o nó de correr e a boia uma miçanga.




Abaixo um site que fala sobre a técnica ( utilizem o tradutor) e também dois vídeos que demonstra como funciona a Pesca à Inglesa.




4 comentários:

  1. Oi amigo Diego,
    Estou me "achando"!

    Nunca imaginei que um site brasileiro viesse a falar da minha pesca favorita. Pesca com bóia tipo Waggler (à Inglesa). Com elas, pesco o Aracu Pororoca (Piau Taiado ou Vara) Schizodon vittatus, no Estado de Goiás.

    Como não encontro essas bóias por aqui, eu mesmo as faço. Mas a linha 0,16mm, que afunda, não dá para "fazer" e eu ainda não encontrei para comprar. E como ela fica na superfície até o encontro com a bóia, o vento faz uma barriga na linha que atrapalha a fisgada.

    Esta linha que esta postada eu não vi em lojas aqui de Brasilia. E não sei como comprar pois, nenhum vendedor sabe me dizer se uma linha afunda ou não.

    O resto do material é tudo tranquilo, pois uso molinete e vara comum.

    Será que pode me ajudar com alguma indicação?

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    Respostas
    1. Fala meu amigo como esta?

      Esta matéria faz um certo tempo que a fiz, e em buscas pela net não a "reencontrei".

      Talvez o que possa lhe ajudar e é de fácil acesso são as linhas de fluorocarbono. Tanto que é muito utilizada na pesca de Bass.

      Segundo alguns fabricantes vem afirmado que a sua velocidade de afundamento vamos assim dizer é 4x mais rápida do que o nylon comum. Talvez compense você dar uma checada.

      forte abraço companheiro.

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    2. Valeu amigo Diego, vou conferir!
      Um grande abraço!

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  2. muito bacana esta matéria, uma pena que esta muito pequeno as tabelas, vc poderia repostar esta matéria com mais detalhes, inclusive coma opção de download para estudo e aplicação da técnica.
    parabéns

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