16 de dez de 2010

Pesca com cevadeiras



A técnica da pesca com boias cevadeiras a cada dia que passa é mais difundida entre os pescadores, não  para menos, esta tem se tornado o carro chefe dos pescadores de Pesque-Pague especialmente para a captura dos grandes redondos.

Cheia de detalhes e pequenos macetes que podem fazer a diferença entre uma pescaria de sucesso ou um fracasso total.

O grande trunfo da cevadeira é seu compartimento que permite ser carregado com ceva, via de regra ração flutuante, afim de atrir o peixe para a isca.

Mas antes de falar como é feito sua montagem temos que nos atentar a alguns detalhes extremamente importantes.




As varas mais utilizadas para este tipo de pesca são as de 2,40m , 2,70m e 3,00m, e o motivo disso é muito simples, quanto maior a vara, maior distância de arremesso proporciono, em vários pesqueiros os lagos são muito grandes, exigindo consequentemente grandes arremessos,  assim uma vara grande faz toda a diferença.

A libragem da vara é outro ponto muito importante, varas com libragem em torno de 30 ou 40 libras normalmente são as mais utilizadas, com esta libragem a vara possuí um casting elevado ( libragem relaciona a linha indicada para a vara e não o peso do peixe, e o casting o máximo e mínimo que a vara suporta arremessar).

Tendo um casting elevado, é possível arremessar grandes cevadeiras com muita ração sem o risco de quebra da vara, lembrando que uma cevadeira que vem indicado 40g em sua embalagem, é seu peso sem ceva , não se esqueça de calcular a ceva que vai nela.




Temos várias varas no mercado de diversos modelos que atendem muito bem a pesca com cevadeira como as kenzaki, kenzaki light, pampos entre outras.





As carretilhas é outro ponto a ser observado, temos muitos modelos, seja perfil alto ou perfil baixo, embora em tudo na pesca temos a questão da preferência pessoal, alguns pontos devem ser levados em consideração.

Carretilhas de perfil baixo são projetadas para serem o mais leve o possível, tendo um bom arremesso com iscas leves, pontos que são fundamentais na pesca com iscas artificiais para peixes de pequeno a médio porte.

Para a pesca de grandes redondos vale muito a pena  investir em carretilhas de perfil alto, elas tem boa capacidade de linha, alem de um grande drag e são projetadas para aguentar peixes maiores.

A utilização de carretilhas de perfil baixo, especialmente carretilhas com equipamentos aliviados, eixos ocos podem ter sua vida útil muito reduzida devido ao grande esforço que são submetidas, ao preferir carretilhas de perfil baixo, compre aquelas que não são muito aliviadas.





As linhas utilizadas vão de gosto pessoal temos as multis e as mono, a vantagem da multi é a sua baixa elasticidade, imagine um arremesso de 40 metros por exemplo com uma mono que tenha uma elasticidade de 15%, na hora da fisgada com a tração a linha pode ficar com 46 metros ocasionado pela elasticidade, prejudicando a fisgada especialmente quando o anzol precisa entrar na parte óssea da boca.

Por isso se a preferência for mono fique atento a sua elasticidade, dando preferência por linhas com menor elasticidade e memória.





A montagem para pesca não possuí segredos, como ceva devemos utilizar rações que flutuam, para que saião do compartimento da boia quando estiver na água.

Os anzóis mais utilizados são os chinus e os wide gap ( robalo).

Miçangas variadas e evas devem fazer parte do "arsenal" do pescador que utiliza cevadeiras, também ração na pinga como isca é outra excelente opção.

Linha para o chicote  deve ser mono, nylon ou fluor, lembrando que a quantidade de linha utilizada por pescaria pode ser alta, sendo melhor utilizar nylon comum transparente pelo seu baixo custo,  se o valor não for problema utilize fluorcarbon.

A montagem  aqui descrita é a mais clássica, na bóia cevadeira temos o girador, algumas já vem com girador triplo ou simples, nele amarramos a linha principal e o chicote.

O chicote pode variar de tamanho normalmente 1,5~2m é  o tamanho mais utilizado, no chicote colocamos o a boia de lambari.

Antes de amarrar o anzol ao chicote, preste atenção algumas miçangas só entram pelo olho do anzol, sendo inviável colocar depois de amarrado a linha ao anzol.

Procure utilizar nós como o rapala e o de laçada dupla, o anzol fica "solto" dando uma apresentação mais natural a isca( ilustrações dos nós no final do post).



A técnica não se resume a nisso, montado o equipamento, feito o arremesso em locais estratégicos não significa simplesmente que o peixe vai pegar a miçanga, temos dois detalhes fundamentais.

1º -> Procurar a altura em que o peixe esta batendo,  este é o motivo de utilizarmos uma bóia para lambari no chicote é ela que vai regular a altura que a nossa isca ficará na água, a altura que os peixes estão comendo pode variar ao decorrer do dia, fique atento.

2° -> Cor da miçanga/EVA, aqui fica a importância de possuirmos  varias miçangas e evas,  a preferência do peixe pela cor também e real, quanto mais opções de cores temos maior a chance de sucesso.

Este assunto é muito extenso como qualquer outro em pesca,  diversos são os "macetes" que variam de local para local de pesca , mas os aspectos fundamentais  sobre a pesca com cevadeiras, esta aqui descrito para ajudar a todos que estão com dúvidas nesta técnica de pesca.


             Nó Rapala                                                                                                       Nó de laçada

 

Acompanhe algumas capturas realizadas com boias de arremesso e cevadeiras




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