25 de nov de 2010

Acidentes com animais peçonhentos - Primeiros Socorros

Seja onde for sempre sofremos os riscos de acidentes seja no trabalho, nas atividades de lazer, na pesca não é diferente.

Vários são os tipos de acidentes que podem ocorrer em uma pescaria, entre eles merece grande destaque os com animais peçonhentos, claro que este tipo de acidente pode ocorrer no dia a dia na própria casa.

Infelizmente as vítimas destes acidentes sofrem muitas vezes grandes complicações por ter um primeiro socorro inadequado, muitas vezes baseado em crendices e não em conhecimentos médicos.

Trago a todos aqui, quais as medidas que devemos tomar quando acontecer algum tipo de acidente com estes animais.

Alguns animais, quando picam, inoculam a sua peçonha, produzindo sintomas que variam com a espécie, quantidade de veneno injetado, condições de nutrição, idade, peso e altura da vítima. São eles:

  • cobras venenosas;
  • escorpião;
  • aranha;
  • centopéia;
  • marimbondo;
  • abelha; e
  • outros.


Picadas de cobras venenosas.

As cobras são comuns em locais onde existem muitos ratos e preás.
 Nem todas as cobras são venenosas. Observar detalhes nos olhos (pupila vertical como a dos gatos), narinas (presença de dois furos laterais, as fossetas lacrimais), cabeça (formato triangular), cauda (afunila rapidamente), hábitos (noturno), padrão da cor (na coral verdadeira, os anéis coloridos dão a volta completa) e outros.

 No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devido a serpentes dos gêneros:

  • Botrópico (jararaca, urutu e jararacuçu);
  • Crotálico (cascavel);
  • Laquésico (surucucu); e
  • Elapídico (coral verdadeira).

Em caso de picada de cobra:


Não perca tempo em procurar ajuda, pois o tratamento deve ser feito em até 30 minutos após a picada;

Deitar e acalmar a vítima; o acidentado não deve locomover-se com os próprios meios;

Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão;

Aplicar compressa de gelo no local;

Transportar (em maca) a vítima ao Médico mais próximo, para tratamento (aplicação do soro); e

Levar junto a cobra (viva ou morta) para identificação.

Um procedimento que não é recomendado pelo Instituto Butantan mas que era feito até há algum tempo atrás, na impossibilidade do transporte imediato do acidentado para um Posto Médico, logo após a picada, puncionar em volta da picada com uma agulha esterilizada (uns 15 a 20 furos) e chupar o sangue que saisse, cuspindo-o em seguida (nunca porém deve-se fazer isso se tiver cárie ou ferida na boca).


NÃO FAZER EM HIPÓTESE NENHUMA



  • Torniquete ou garrote;
  • Cortar ou perfurar o local (ou próximo da) picada;
  • Colocar folhas, pó de café ou qualquer substância que possa contaminar a ferida;
  • Oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou qualquer outro líquido tóxico;
  • Fazer uso de qualquer prática caseira que possa retardar o atendimento médico.





Picadas de Escorpião.

 Escorpiões são encontrados geralmente nas pilhas de madeira, cercas, tijolos, telhas e cupinzeiros. Sapatos e botas são ótimos esconderijos.

 No Brasil existem cerca de dez gêneros e acima de 50 espécies de escorpiões, destacando-se a espécie venenosa Tytyus serrulatus , de Minas Gerais. Para essa espécie existe um soro anti-escorpionídico.
 
 As espécies de cor amarela, comuns em Minas Gerais, são mais venenosas do que as de cor marrom.
 
 Acidentes com escorpiões são menos frequentes do que os com cobras, pois eles são pouco agressivos e têm hábitos noturnos.
 
 O seu veneno é potente, ataca o sistema nervoso (neuro-tóxico) e pode matar nas primeiras 24 horas, principalmente se a vítima for uma criança.
Sintomas: dores fortes, baixa rápida da temperatura do corpo, suor intenso, aumento da pressão, enjôo e vômitos. Como agir, no caso de picadas:
 
1 - manter a vítima em repouso e calma;
2 - lavar o local da picada com água e sabão;
3 - não fazer torniquete no membro acidentado;
4 - aplicar compressas frias nas primeiras horas;
5 - aplicar respiração artificial, se a vítima não estiver respirando bem; e
6 - encaminhar a vítima ao Posto Médico ou Hospital.




Picadas de Aranhas.

Os tipos de aranha que apresentam maiores perigos são:

  • aranha marrom (Loxosceles);
  • armadeiras (Phoneutria) - acidentes muito frequentes (75%); e
  • tarântulas (Lycosa) - as mais venenosas.
.
A mais perigosa, a viúva-negra, é do gênero Latrodectus , famíliaTeridiidae e que ocorre no Brasil, do Sul até o litoral do Rio de Janeiro.
No Brasil, são também perigosas: a Ctenus nigriventer ,a Lycosa raptoria ,a Lycosa eritrognata  e a Loxoscelis laeta .

Seguir as mesmas recomendações indicadas para as picadas de escorpiões.
Outros animais que podem provocar acidentes são:


  • abelhas (as africanas são as mais perigosas);
  • vespas ou marimbondos;
  • mosquitos (especialmente os borrachudos; a oncocercose, transmitida por mosquitos, pode até cegar);
  • lagartas urticantes (taturanas ou peludas, provocam queimaduras);
  • borboletas (pelos provocam irritação nas mucosas);
  • besouros (as cantáridas possuem substância irritante para a pele);
  • formigas;
  • arraias (a picada é muito dolorosa; o veneno do seu ferrão na cauda, age sobre o sistema circulatório);
  • bagres (seu ferrão serrilhado produz uma picada muito dolorosa);
  • baiacus (possuem veneno neurotóxico muito ativo na pele e nas vísceras);
  • mariscos (podem provocar intoxicação ao serem ingeridos, quando se alimentam de algas tóxicas);
  • caramujos (os Planorbídeos transmitem a Esquistossomose);
  • águas-vivas (muitas são venenosas, como as caravelas);
  • sapos (todos têm glândulas com veneno viscoso, que penetra pelas mucosas e pode até matar);
  • lacraias ou centopéias (ao picarem, inoculam veneno, com dor e reação local);
  • carrapatos (provocam coceira e pequena inflamação);
  • morcegos (os vampiros atacam os animais e, raramente, o homem); e
  • outros.
Fonte UFRRJ






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